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SHEMA YSRAEL, YAOHUSHUA ELOHENU UL, YAOHUH  ECHAD! Dt 6:4.

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Gênesis 10, verso a verso.

 
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Gênesis/BereshiYt 10

1 Os descendentes de Noé. 2 Os filhos de Yafet. 6 Os filhos de Cam. 8 Nimrode, o primeiro monarca. 21 Os filhos de Sem.

Bereshiyt 10

O mapa das nações

1Os descendentes de Nokh são os seguintes: Shem, Cam e Yafet que lhe nasceram antes do dilúvio. 2Os filhos de Yafet foram: Gomer, Magog, Madai, Yavã, Tubal, Meseque e Tiras. 3-4Os filhos de Gomer: Asquenaz, Rifa e Togarma. E os filhos de Yavã: Elisá, Tarshish, Quintim e Dodanim. 5Os descendentes destes tornaram-se povos marítimos, conquistando terra além mar, formando nações, cada uma com a sua língua diferente. 6Os filhos de Cam foram: Cuche, Mizraim, Pute e Kena’anu. 7Os filhos de Cuche: Seba, Havila, Sabta, Roemáh e Sabteca. E os filhos de Roemáh: Seba e Dedan. 8-12Um dos descendentes de Cuche foi Nimrode que se tornou um dos chefes mais poderosos da terra. Era um grande caçador, indo de encontro ao Criador de tal forma que o povo costumava dizer: Que UL te faça um grande caçador, não à maneira de Nimrode. O seu reino incluía grandes cidades como Bavel Ereque, Acade e Calné, na terra de Shinar. E daqui estendeu-se para a Assyria onde edificou Nineveh, Reobote-Ir, Cala, Resen (entre Nineveh e Cala), que era a maior cidade daquele império. 13-19Mizraim foi pai dos ludim, anamim, leabim, naftuim, patrusim, casluim - de quem descendem os Filisteus (Pelishitim) – e caftorim. Kena’anu teve Tsidon, o seu filho mais velho, e depois Hete. Enfim, deste descendem todos estes povos: yebuseus, amorreus, girgaseus, heveus, arqueus, sineus, arvadeus, zemareus, hamateus, que se espalharam até Tsidon e Guerar, chegando ao limite de Gaza (Azá). Foram mesmo a Sedoma e Amorá e a Adma e Zeboim perto de Lasa. 20Estes são os descendentes de Cam que se espalharam, formando povos e nações com as suas diferentes línguas. 21-30Os filhos de Shem foram: Olao, Assur, Arfaxade, Lude e Arã. Este último foi pai de: Uz, Hul, Geter e Mas. E Arfaxade teve Sala e este Eber. A Eber nasceram-lhe dois filhos: Poleg (porque foi durante a sua vida que os povos de todo o mundo começou a separar-se e a dispersar-se) e Yotan, seu irmão. Este foi pai de Almoda, Selefe, Hazarmavett, Yera, Hadorão, Uzal, Dicla, Obal, Abimaul, Seba, Ofir, Havila e Yaobab. Todos estes descendentes de Yotan viveram entre Messa e Sefar, que é uma montanha do oriente. 31Aqui estão os descendentes de Shem segundo os povos e as nações que foram formando, com as suas línguas próprias e a localização geográfica respectiva. 32É esta a relação dos descendentes de Nokh, a partir dos quais se formaram as nações da terra, depois do dilúvio.

Escrituras Sagradas segundo o Nome – Versão Unitariana Corrigida by o Caminho

 

COMENTÁRIO VERSO A VERSO

1. ESTAS são as gerações dos filhos de Noé: Sem, Cam e Yafet, a quem nasceram filhos depois do dilúvio. 

    A autenticidade de Gn 10 foi questionada por alguns críticos da Escritura que o qualifica como um documento posterior baseado numa informação defeituosa ou bem como pura fantasia. No entanto, descobertas recentes atestam de sua validez. Sem Gênises 10 nosso conhecimento das origens e interelações das diversas raças seria muito menos completo do que é. 

    Este capítulo confirma as palavras de Paulo/Sha'ul em Atenas, de que o CRIADOR "de um sangue fez todo a linhagem dos homens" (Atos 17:26). 

    Os filhos de Noé/Nokh: 

A expressão "estas são as gerações" aparece frequentemente no Gênesis (Gn 6:9; 11:10; 25: 12, 19; etc.), geralmente como encabeçamento de informações genealógicas. Os filhos de Noé/Nokh não se apresentam de acordo com sua idade, senão de acordo com sua importância relativa para os hebreus. Os três filhos nasceram antes do dilúvio. Shem significa "nome" ou "fama"; Cam, "calor" e Yafet "beleza" ou "expansão"; no entanto também significam, respectivamente, pardo [esverdeado], escuro [negro] e claro [branco]. Da mistura destes, surgiram as diversas etnias...

O último significado para Yafet parece preferível em vista da bênção pronunciada sobre ele por seu pai (cap. 9:27). Estes nomes provavelmente refletem os sentimentos de Noé/Nokh quando nasceram eles. O nascimento de Shem assegurou a Noé/Nokh "fama"; teve um lugar particularmente "caloroso" em seu coração para Cam; em Yafet viu o crescimento de sua família. Os nomes também sugerem previsão profética. Shem foi famoso como progenitor de Abraão/Abrul'ham e através dele, do Messias; a natureza de Cam era ardente, desenfreada e sensual [daí a maldição sobre Canaã – os GLS (LGBT) descendem dele; Ap 22:15]; os descendentes de Yafet estão espalhados em vários continentes. Mas não só se revelou o espírito da inspiração nos nomes que Noé/Nokh deu a seus filhos; também se refletiu nas bênçãos e a maldição pronunciadas sobre eles (cap. 9:25- 27).

    A quem nasceram filhos:

    A manifesta bênção do CRIADOR sobre os sobreviventes do dilúvio resultou na rápida multiplicação da raça humana (ver caps. 9:1; 10:32). O ordem em que estão os nomes dos filhos de Noé/Nokh se acha em harmonia com um recurso literário hebreu conhecido como "paralelismo invertido". Após dar seus nomes em ordem real: "Sem, Cam e Yafet", Mehush'ua dá a lista dos descendentes de Yafet primeiro e os de Shem ao final. Outro exemplo deste procedimento aparece em Mt 25:2-4. 

    DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DOS FILHOS DE NOÉ/NOKH 

    Os três filhos de Noé/Nokh emigraram a zonas geográficas diferentes. Os semitas se estabeleceram no vale formado pelo Tigre e o Eufrates, e na maior parte de Arábia. Os yafetitas se dirigiram para o norte e se instalaram ao redor do mar Negro e também foram para o oeste, até a Espanha. Os camitas avançaram para o sul e colonizaram a parte meridional de Ásia Menor, a costa de Síria e Palestina e a costa Arábica do mar Vermelho; no entanto, estabeleceram-se principalmente na África. 

2. Os filhos de Yafet: Gomer, Magog, Madai, Yavã, Tubal, Mesec e Tiras. 

    Gomer. 

    Gomer foi o antepassado de um povo conhecido nas inscrições assírias como Gamir ou Gimirri. Trata-se dos cimérios da antiga literatura grega e pertencem à família de nações indoeuropeas. Segundo o autor grego Homero, os cimérios viveram no norte de Europa. Apareceram nas províncias setentrionais do império assírio em tempo de Sargón II, durante o século VIII a.Y.. Invadiram a antiga Armênia, mas foram rejeitados para o oeste pelos assírios. Uma antiga carta assíria comenta que nenhum de seus intérpretes conhecia o idioma do povo de Gomer. A sua vez, os cimérios venceram aos reinos frígio e lido do Ásia Menor, mas foram gradualmente absorvidos pelos povos de Anatolia. Alguns poetas da época falam do terror inspirado pelos cimérios no coração dos homens. Uma grande parte de Anatolia uma vez levou o nome de Gomer em depoimento de seu poder. Os antigos falavam do "Bósforo cimério", e os armênios todavia chamam Gamir a uma parte de seu território. Pensa-se que a Criméia leva o nome deles até o dia de hoje.

    Magog. 

    É difícil a identificação deste nome. Em Ez 38 e 39, Gog, príncipe de Magog, aparece como um cruel inimigo do povo do CRIADOR. Numa carta de um rei babilônio do século XV a.Y., dirigida a um faraó egípcio, menciona-se a tribo bárbara Gagáia, que pôde ter-se originado em Magog. Supõe-se que esta tribo viveu em alguma região ao norte do mar Negro [atual Rússia – os mongóis], provavelmente nas proximidades de Gomer, irmão de Magog. 

    Madai. 

    Os medos, ou madai, aparecem por primeira vez em inscrições assírias do século IX a.Y. como um povo que vivia na elevada altiplanicie iraniana ao este de Assíria. Após desempenhar um papel de menor importância na história do mundo antigo, aparecem subitamente no século VII a.Y. como uma nação poderosa sob o rei Ciaxares, quando, em união dos babilônios, venceram ao império assírio. Ao dividir-se os dois aliados o império fragmentado, os medos receberam as províncias do norte até o rio Halys do Ásia Menor. 

    Governavam seu vasto domínio desde Ecbatana, a Acmeta bíblica (Es 6:2). 

    Astiages, filho de Ciaxares, foi derrotado e deposto por Ciro, governante persa que unificou os reinos de Média e de Persia e depois venceu a Babilônia. Pela primeira vez na história, a supremacia mundial caiu assim nas mãos de uma raça indoeuropéia. 

    Yavã. 

    Os gregos, especialmente os jônios/yonios, descendiam de Yavã. Os antigos jônios/yonios são mencionados primeiro nos registros hititas como habitantes das regiões costeiras ocidentais do Ásia Menor. Isto foi na metade do segundo milênio a.Y., mais ou menos quando Moisés/Mehu'shua escreveu o Gênesis. Nas inscrições assírias são chamados Yamnai. 

    Tubal. 

    Os tibarenios de Herodoto e os tabaleanos das inscrições cuneiformes devem identificar-se com os descendentes de Tubal. 

    Tubal é mencionado em inscrições do século XII a.Y. como estando aliado com Mushku (Mesec) e Kaski numa tentativa de conquistar a Mesopotâmia norte oriental. 

    Salmanasar III se refere a Tabal como a um país, pela primeira vez no século IX a.Y., ao passo que inscrições de um século mais tarde apontam aos tabaleanos como colonizadores das montanhas do Antitauro da Capadocia meridional. Posteriormente foram derivados para Armênia, onde se relacionaram com eles os autores gregos do período clássico. 

    Mesec. 

    Provavelmente o antecessor dos mosquianos dos escritores clássicos gregos, os mushku das inscrições assírias. Estas inscrições representam a Tabal e a Mushku como aliados, ao igual que em Eze. 38. Os mushku aparecem pela primeira vez no norte de Mesopotâmia durante o reinado de Tiglatpileser I, pelo ano 1100 a.Y.. Um pouco depois se estabeleceram em Frigia e desde ali, comandados por seu rei Mita, guerrearam contra Sargón II, no século VIII a.Y.. Em sua luta contra os assírios, o último rei de Carquemis tratou em vão de conseguir ajuda de Mita, rei de Mesec. Após dominar o norte de Anatólia por um tempo, os mushku a perderam, primeiro ante os cimérios e depois ante os lídios. 

    Tiras. 

    Provavelmente o antecessor dos tirsenos. Este povo que deriva seu nome de Tiras, viveu na costa ocidental do Ásia Menor, onde se destacaram como piratas. Provavelmente relacionados com os tirsenos italianos, aparecem nas inscrições egípcias de fins do século XIII a.Y. com o nome de tirsenios. Desempenharam um papel importante entre os povos costeiros migratórios do período prehelênico. 

 

3. Os filhos de Gomer: Askenaz, Rifat e Togarma. 

    Askenaz. 

    Este é o primeiro filho de Gomer, filho de Yafet. Foi progenitor dos ascânios, povo indoeuropeo que vivia ao sudeste do lago Urmia em tempo de Esar-haddon, século XII a.Y. O lago askeniano de Frigia deriva seu nome deles. Esar-haddon deu sua filha como esposa a Bartatua, rei ascânio, após assegurar-se mediante seu deus sol que Bartatua permaneceria leal a Assíria. Desse modo encontramos aos ascânios unindo suas forças com os assírios contra os cimérios e os medos. Madyes, filho de Bartatua, tentou sem sucesso ajudar aos assírios quando Nínive foi sitiada pelos medos e babilônios. Quando caiu a Assíria, os ascânios se converteram em súbditos dos medos. São convocados por Yarmi'yaohu/Jeremias, junto com os reinos indoeuropeos de Ararat, Mini e de Média, para destruir a Babilônia (Jr 51: 27). 

    Rifat. 

    Devido a sua relação com Gomer, Askenaz e Togarma, provavelmente Rifat foi o progenitor de outra tribo indoeuropeia de Capadócia. No entanto, seu nome não foi encontrado nas inscrições antigas. Josefo identifica a seus descendentes com os paflagônios, que viviam na zona inferior do Halys, no Ásia Menor, e cuja capital era Sinope. 

    Togarma. 

    Antepassado do povo de Togarma mencionado nos registros hititas do século XIV a.Y.. São os tilgarimu das inscrições assírias, que os colocam nos morros Tauro do norte. Senaquerib, filho de Sargon, menciona-os com os chilakki que viviam nas orlas do Halys no Ásia Menor. Ambos os reis assírios pretendem ter conquistado seu país. Ezequiel/Kozoq'ul declara (Ez 27:14) que da terra deles se levavam mulos e cavalos aos mercados de Fenícia. 

    Togarma aparece em Ez 38: 6 entre os aliados de Magog. Os armênios remontam seu genealogia até Haik, o filho de Torgom, e parecem, pois, ser descendentes de Togarma. 

   

4. filhos de Yavã: Elisa, Társis, Quitim e Dodanim. 

    Elisa. 

    Já que Tiro importava sua púrpura das "ilhas de Elisa" (Ez 27:7 BJ), provavelmente as ilhas de Sicília e Sardenha, pareceria verossímil que os descendentes de Elisa, filho de Yavã, deveriam ser procurados nessa região. Sabe-se que Sicília e Sardenha foram colonizadas por gregos. De modo que os habitantes de Sardenha e Sicília eram os "filhos" da Grécia continental bem como Elisa era o filho de Yavã, progenitor dos gregos. A similitude do nome Elisa com aquela parte de Grécia chamada Eolia ou Eólida, e com o nome que os gregos dão a seu país, "Hellas" [helenos], parece relacionar originalmente a Elisa com a Grécia continental. 

    Társis. 

    Este nome aparece frequentemente na Escritura. De acordo com Is 66:19 e Sal. 72:10, Társis era umas "costas longínquas". Tinha boas relações comerciais com Tiro que importava prata, ferro, estanho e chumbo de Társis (Ez 27:12). Jonas tentou escapar para Társis quando o CRIADOR o enviou a Nínive (Jn 1:3). Provavelmente era a remota colônia fenícia apontada no distrito mineiro do sul de Espanha, os tartesos de gregos e romanos, da zona média e inferior do rio Betis (agora Guadalquivir). "Társis" - que significa "fundidor" ou "refinaria" - provavelmente foi o nome de vários lugares diferentes com os que comerciavam metais; os fenícios e às vezes os hebreus, usando "naves de Társis" (Sl 48: 7). 

    Quitim. 

    Muitos comentaristas identificaram a Quitim com Chipre, porque uma capital de Chipre se chamava Kition. Isto concordaria com Is 23:1, 12 que fala de Quitim como que não estivesse muito longe de Tiro e Sidon. Em Jr 2:10 e Dn 11:30, o nome Quitim denomina aos gregos em geral. Mas seu significado anterior, como no caso de Isaías, parece mais lógico. Portanto, é seguro identificar a Quitim com Chipre ou com outras ilhas das proximidades de Grécia. 

    Dodanim. 

    Se esta forma de escrevê-lo é correta, deve corresponder com os dardanios gregos, colocados ao longo da costa norocidental do Ásia Menor. No entanto, na LXX [septuaginta] se lê Rodioi. Na lista paralela de I Cr 1:7 se lê Rodanim [BJ - Bíblia de Jerusalém] em hebreu, que na VVR [Reina Valera] se mudou a Dodanim para concordar com a grafia hebréia do cap. 10:4. As letras d e r do hebreu são tão parecidas que um escriba facilmente pode ter confundido o r com um d neste versículo. Se Rodanim foi com segurança a forma de escrever o nome, provavelmente se refere aos gregos da ilha de Rodes. 

    

5. Destes se povoaram as costas, cada qual segundo sua língua, conforme a suas famílias em suas nações. 

    As ilhas das gentes (BJ). As costas (VVR).

Os descendentes de Yavã, as diversas tribos gregas mencionadas no versículo precedente - os habitantes de Grécia e as ilhas adjacentes a ela, os de Sicília, Sardenha, Espanha e Chipre, saíram para estabelecer-se nas regiões insulares e costeiras do Mediterrâneo. Este versículo indica que os nomes dados designam unicamente aos grupos tribais importantes. Indubitavelmente, uma dispersão mais ampla já tinha ocorrido no tempo de Moisés/Mehu'shua. Quando se escreveu o Gênesis, os habitantes do Mediterrâneo central e ocidental estavam subdivididos em muitos grupos diferentes. Todos eles, provavelmente, desciam de Yavã, o quarto filho de Yafet. 

 

6. Os filhos de Cam: Cus, Mizraim, Fut e Canaan. 

    Cus. 

    Os hebreus estiveram mais intimamente relacionados com as raças camíticas do que com os descendentes de Yafet. Cus, ou Kus, é a antiga Etiópia, que nos tempos clássicos era chamada Núbia. Incluía uma parte do Egito e a parte do Sudão compreendida entre a primeira catarata do Nilo, em Asuan, e Kartum no sul. Este país é chamado Kash nas inscrições egípcias: Kushu nos textos cuneiformes assírios. No entanto, Cus não só incluía à Núbia africana senão também a parte ocidental de Arábia que margeia o mar Vermelho. Sabe-se que alguns dos filhos de Cus se estabeleceram ali. Sera, o cusita (etíope) de II Cr 14:9 e "os mercadores de Kus" de Is 45:14 (BJ), mencionados com os sabeanos como homens de elevada estatura, pensa-se que eram árabes ocidentais. Pelo tempo de Ezequias/Kozoq'yah, Yaohu'dah se relacionou com o Cus africano, ou Etiópia, que se menciona frequentemente nos últimos livros do AT (ver II Rs 19:9; Et 1:1; 8:9; Sl 68:31; etc.). 

    Mizraim. 

    Os egípcios desceram do segundo filho de Cam. É obscura a origem do nome hebreu Mizraim. Ainda que esta palavra é a mesma nos idiomas assírio, babilônio, árabe e turco bem como em hebreu, nunca se encontrou um nome similar nas inscrições egípcias. Os egípcios chamavam a seu país a "terra negra" para designar a faixa fértil de terra que margeia ambas as orlas do rio Nilo em contraste com a "terra vermelha" do deserto, ou falavam dele como as "duas terras", o que reflete uma divisão histórica anterior do país em dois reinos separados. É um tema controverso entre alguns eruditos se a palavra Mizraim, com sua terminação dual hebréia, pode ser um reflexo da expressão "duas terras". Os antigos habitantes dessas terras chamavam o país de Khem, ou Kam, ou Ham, que significa literalmente “a terra negra”; e eles se auto denominam Khemi ou Kamitas, ou Camitas, significando “o povo negro”. Os egípcios modernos usam o nome Misr e o adjetivo misri para referir-se a Egito. O nome Mizar, dado a uma estrela da constelação da Ursa Maior, também perpetua o nome de Mizraim, o filho de Cam. 

    Fut. 

    Tradicionalmente Fut foi identificado como o progenitor dos líbios. Esta tradição se remonta ao tempo da LXX, que traduziu Fut como "Líbia". Provavelmente é errônea esta identificação. Antigas inscrições egípcias mencionam uma terra africana com o nome de Punt, Putu nos textos babilônicos, à qual os egípcios enviaram expedições desde tempos remotos para conseguir mirra, árvores, peles de leopardos, ébano, marfim e outros produtos exóticos. Por isso Punt provavelmente seja a costa africana de Somália e Eritrea; e, o Fut desta passagem. 

    Canaã. 

    Algumas inscrições hieroglíficas e cuneiformes do segundo milênio a.Y. apontam a Canaã como a região que margeia o Mediterrâneo pelo oeste, que limita com o Líbano pelo norte e com Egito pelo sul. Ademais é um nome coletivo para a população autônoma de Palestina, Fenícia e as cidades-estados hititas do norte de Síria. Os fenícios e seus colonizadores cartagineses do norte do África se referiam a si mesmos como cananeus em suas moedas, até os tempos dos romanos (ver vs. 15). Ainda que Canaã/Canaan foi filho de Cam, o idioma cananeo foi semítico; como o revela claramente a escritura dos cananeos. Parece que eles adotaram o idioma semítico numa etapa muito remota de sua história. Evidentemente, isto também sucedeu com os egípcios, pois seu idioma é pronunciadamente semítico. Na realidade, os egípcios antigos, cuja procedência camítica não é colocada em dúvida por nenhum erudito, introduziram tantos elementos semíticos em seu idioma, que alguns eruditos classificaram o egípcio antigo como semítico. A proximidade geográfica dos cananeos com as nações semíticas do Próximo Oriente quiçá explique sua aceitação do idioma semítico. A cultura babilônica, seu idioma e escritura foram virtualmente adotados por todos os povos que viviam entre o Eufrates e Egito como o indicam as cartas de Amarna do século XIV a.Y.

    Que o idioma falado por um povo não sempre é uma indicação clara da raça à qual pertence se demonstra por numerosos exemplos antigos e modernos. A conquista muçulmana converteu o árabe no idioma falado e escrito de populações que são semíticas, e outras que não o são, em torno do Mediterrâneo meridional até a costa do Atlântico e também para o este. 

    

7. E os filhos de Cus: Seba, Havila, Sabta, Raama e Sabteca. E os filhos de Raama: Seba e Dedán. 

    Seba. 

    Josefo, o historiador judeu, identifica a Seba com o rei nubiense de Meroe, uma região africana situada entre o Nilo Azul e o rio Atbara. Esta opinião pode ter sido correta no tempo de Josefo, para onde os etíopes tinham emigrado desde a África até a Arábia meridional. No entanto, Seba, pelo menos originalmente, era uma tribo da parte sul da Arábia. 

    No Sl 72:10 se diz que as nações mais remotas do tempo de Salomão/Shua'olmoh rendiam homenagem a ele: Seba no extremo sul, Társis ao oeste e Sabá ao este. Em Is 43:3, faz-se referência a Seba como uma comarca muito próxima à Etiópia. Is 45:14 põe ênfase na elevada estatura dos sebeanos. 

    Havila. 

    Fora da Escritura não se menciona a Havila. Várias declarações bíblicas indicam que era uma tribo arábica não muito afastada da Palestina. Gn 25:18 coloca o limite oriental de Edom em Havila, que também foi o limite oriental da campanha de Sha'ul contra os amalecitas (I Sm 15:7).

    Sabta. 

    Alguns comentadores identificaram a Sabta com Sabota, uma cidade da região arábica meridional de Hadramaut. Outros pensam que corresponde com a Safta de Ptolomeo, sobre o golfo Pérsico. É impossível uma identificação definida. 

    Raama. 

    Já que as tribos arábicas de Sabá e Dedán originalmente estiveram situadas na Arábia sul ocidental, é provável que os habitantes de Raama vivessem na mesma região. Ezequiel/Kozoq'ul menciona a Raama com Sabá como traficantes de incenso, pedras preciosas e ouro nos mercados de Tiro. É provavelmente a tribo dos ramanitas, situada pelo geógrafo romano Estrabon na Arábia sul ocidental. Também se faz referência a ela numa famosa inscrição árabe que alude à deidade local por salvar aos mineos dos ataques de Sabá e Haulan, no caminho de Maín a Raama. 

    Sabteca. 

    Nada mais se sabe deste filho ou de seus descendentes. Alguns procuraram identificar sua comarca com Samudake, no golfo Pérsico. Isto é muito duvidoso porque todos os árabes cusitas parecem ter-se estabelecido na parte ocidental de Arábia. 

    Seba. 

    Os sabeanos, descendentes de Seba, são bem conhecidos tanto pela Escritura como por outras fontes. Nos tempos do AT, Seba aparece como uma opulenta nação de mercadores. Crê-se que foi uma rainha deste país a que visitou oficialmente a Salomão/Shua'olmoh. Posteriormente os sabeanos se converteram na nação mais importante do sul de Arábia, no país que hoje se denomina Yemen. Um caudal de inscrições, a maioria todavia inéditas, dão depoimento de sua religião, sua história e o elevado nível de sua cultura. Mediante a construção de grandes represas e um vasto sistema de irrigação, os sabeanos aumentaram muito a fertilidade e riqueza de seu país, até o ponto de chegar a ser conhecida nos tempos clássicos como Arábia Felix (Arábia Feliz). A negligência e a destruição final dessas represas provocou o eclipse gradual dos sabeanos como nação. 

    Dedan. 

    Este neto de Cus se converteu no antepassado de uma tribo árabe meridional da qual não se sabe nada mais. Esta tribo não se deve confundir com a que descende de um neto de Abraão/Abrul'han e Cetura/Quetura que viveu no limite meridional de Edom na Arábia norte ocidental (Gn 25:3; I Cr 1:32; Is 21:13; Jr 25:23; 49:8; Ez 25:13; 27:15, 20; 38:13). 

    

8. E Cus gerou a Nimrode, que chegou a ser o primeiro poderoso na terra

    Ainda que o nome de Nimrode não se encontrou ainda nos registros babilônicos, todavia os árabes relacionam alguns lugares antigos com este nome. Por exemplo, Birs-Nimrud é seu nome para as ruínas de Borsipa; e Nimrud para Cala. Estes nomes devem depender de tradições muito antigas e não podem atribuir-se só à influência do Corão. Até onde saibamos pela evidência histórica disponível, os primitivos habitantes da Mesopotâmia não foram semitas senão sumérios. Pouco se sabe quanto à origem dos sumérios. O fato de que Nimrode, que era camita, fundasse a primeira cidade-estado de Mesopotâmia, sugere que os sumérios provavelmente eram camitas. 

    Poderoso. 

    Esta expressão denota uma pessoa renomada por seus fatos ousados e audazes. Quiçá também inclua o significado de "tirano". 

 

9. Leste foi vigoroso caçador diante de ULHIM; pelo que se diz: Bem como Nimrode, vigoroso caçador diante de UL

    A Septuaginta traduz esta frase "contra Ul". Ainda que o caçador Nimrode desafiava ao CRIADOR com seus fatos, suas poderosas façanhas o fizeram famoso entre seus contemporâneos e também nas gerações futuras. As lendas babilônias sobre Gilgamés, que aparecem com frequência nos relevos babilônios, nos selos cilíndricos e em documentos literários, possivelmente se referem a Nimrode. Geralmente Gilgamés aparece matando a mão limpa leões e outras bestas ferozes. O fato de ser Nimrode camita pode ser a razão para que os babilônios, descendentes de Sem, atribuíssem seus fatos famosos a um de seus próprios caçadores e a propósito esquecessem seu nome. 

    

10. E foi o começo de seu reino Babel, Erec, Acad e Calne, na terra de Sinar. 

    Isto pode significar ou bem seu primeiro reino ou o princípio de sua soberania. Nimrode aparece no registro das nações como o autor do imperialismo. Sob ele, a nação passou da forma patriarcal à monárquica. É o primeiro homem mencionado na Escritura como cabeça de um reino. 

    Babel. 

    Babilônia foi o primeiro reino de Nimrode. Tendo a idéia de que sua cidade era reflexo terreal do lugar da morada celestial de seu deus [Baal cujo significado é senhor], os babilônios lhe deram o nome de Bab-ilu. "o portal de deus".

    As lendas babilônias identificam a fundação da cidade com a criação do mundo. Tendo isto sem dúvida em conta, Sargon, um antigo rei semita de Mesopotâmia, levou terra sagrada de Babilônia para a fundação de outra cidade modelada a semelhança dela. Mesmo no período final da supremacia assíria, Babilônia não perdeu sua importância como centro da cultura mesopotâmica. No entanto, sua fama e glória máximas surgiram no tempo de Nabucodonossor [mil anos depois de Nimrode], quem a converteu na primeira metrópole do mundo. Após ser destruída por Jerjes, rei de Persia, Babilônia ficou parcialmente em ruínas (Is 13:19). 

    Erec. 

    A Uruk babilônia, a moderna Warka. Escavações levadas a cabo faz algum tempo demonstraram que é uma das cidades mais antigas que tenham existido. 

    Ali se encontraram os documentos escritos mais antigos já descoberto. Uruk era conhecida pelos babilônios como a comarca onde foram realizadas as façanhas de Gilgamés, fato que parece confirmar a possibilidade de que as lendas de Gilgamés foram reminiscências das primeiras proezas de Nimrode. 

    Acad. 

    A sede dos antigos reis Sargon e Naram-Sem. As ruínas desta cidade não foram localizadas, mas devem encontrar-se na vizinhança de Babilônia. Os antigos habitantes semíticos da baixa Mesopotâmia chegaram a ser chamados acádios, e agora coletivamente se faz referência aos antigos idiomas babilônio e assírio com o mesmo termo. 

    Calne. 

    Ainda que Calne não foi todavia identificada com segurança, foi provavelmente a mesma Nippur, a atual Níffer. Neste lugar se encontrou uma grande percentagem de todos os textos sumérios conhecidos. Os sumérios a chamaram Enlil-ki, "a cidade de [o deus] Enlil". Os babilônios mudaram o ordem dos dois elementos deste nome e se referiram à cidade, em suas inscrições mais antigas, como Ki-Enlil e mais tarde Ki-llina. Dali poderia ter resultado a palavra hebréia "Calne". Após Babilônia, Nippur foi a cidade mais sagrada da baixa Mesopotâmia e se jactava por seus importantes templos. Desde os tempos mais remotos até o último período persa, a cidade foi um centro de cultura e de um extenso comércio. 

    Sinar. 

    As cidades já mencionadas estavam na planície de Sinar, o termo geralmente usado para Babilônia no AT, que compreendia Sumer no sul tanto como Acad no norte (Gn 11:2; 14:1, 9; Js 7:21, "uma vestidura de Sinar"; Is 11:11; Zc 5:11; Dn 1:2). O nome é todavia algo obscuro. Primeiro se pensou que se tinha derivado da palavra Sumer, a antiga Suméria, que estava no extremo meridional da Mesopotâmia. No entanto, é mais provável que proceda do Shanhara de certos textos cuneiformes, uma comarca cuja localização exata não foi determinada. Alguns textos parecem indicar que Shanhara esteve mais no norte de Mesopotâmia do que no sul. Ainda que é seguro que Sinar é Babilônia, todavia não é claro a origem do termo. 

    

11. Desta terra saiu para Assíria, e edificou Nínive, Rehobot, Cala, 

    Em Mq 5:6, Assíria é chamada "a terra de Nimrode". O translado de Nimrode para a Assíria e a renovada  atividade que depreendeu ali como edificador constituíram uma prolongação de seu império para o norte. O que lhe faltava (e à Assíria) em extensão geográfica, se compensou mais tarde em sua história, com o seu poder político. 

    Nínive. 

    Durante séculos, Nínive foi famosa como a capital de Assíria. Os assírios mesmos a chamavam Ninúa, dedicando-a indubitavelmente à deusa babilônia Nina. Isto mostra que Babilônia foi o lar prévio de Nimrode e concorda com o relatório bíblico de que ele, o primeiro rei de Babilônia, também foi o fundador de Nínive. Algumas escavações mostraram que Nínive foi uma das cidades mais antigas da alta Mesopotâmia. Por estar na interseção de conhecidas rotas comerciais internacionais, cedo Nínive se converteu num mercado importante. Mudou de dono repetidas vezes durante o segundo milênio a.Y., pertencendo sucessivamente aos babilônios, hititas e mitanios antes de ficar sob o domínio dos assírios no século XIV a.Y.

    Posteriormente, como capital do império assírio, foi embelezada com magníficos palácios e templos, e poderosamente fortificada. No ano 612 a.Y. a cidade foi destruída pelos medos, e babilônios e desde então permanece como um amontoado de ruínas. Em sua famosa biblioteca, fundada por Assurbanipal, encontraram-se milhares de tabuinhas de argila cozida que contêm inestimáveis documentos e cartas de ordem histórica, religiosa e comercial. Estas descobertas enriqueceram o nosso conhecimento dos antigos assírios e babilônios. 

    Rehobot. 

    Literalmente, os "lugares largos" ou "ruas da cidade". Provavelmente isto designa a Rebit-Nina, um subúrbio de Nínive mencionado em certos textos cuneiformes. No entanto, todavia é incerta sua localização exata. Alguns eruditos pensam que esteve ao noroeste de Nínive; outros, ao outro lado do rio Tigre no lugar da Mosul moderna. 

    Cala. 

    A antiga cidade assíria de Kalhu, que está na confluência dos rios Zab Maior e Tigris, a uns 30km ao sul de Nínive. Seu nome atual, Nimrud, perpetua a memória de seu fundador. Magníficos palácios foram uma vez o orgulho desta cidade que serviu intermitentemente como capital do império assírio. Em suas extensas ruínas se preservaram enormes monumentos de pedra e alguns dos mais magníficos exemplos da escultura assíria. O obelisco negro de Salmanasar III, no que aparece a mais antiga representação pictórica de um rei israelita e de outros hebreus, foi encontrado num de seus palácios. A inscrição do obelisco registra o pagamento de tributo do rei Yehú, de Israel/Yaoshor'ul, no ano 841 a.Y.

  

12. ...e Resén entre Nínive e Cala, a qual é grande cidade

    Resén. 

    A Escritura coloca a Resén entre Nínive e Cala, mas não foi descoberto todavia seu lugar exato. 

    

13. Mizraim gerou a Ludim, a Anamin, a Lehabim, a Naftuhim

    Mizraim gerou a Ludim. 

    Moisés/Mehushua prossegue com os descendentes do segundo filho de Cam, Mizraim, cujo nome posteriormente foi dado ao Egito. Alguns comentaristas crêem que o erro de um escriba explica uma suposta mudança de Lubim (os líbios) em Ludim, ou lídios. Mas o nome aparece em diferentes livros da Bíblia (I Cr 1: 11; Isa. 66: 19; Jr 46:9; Ez 27: 10; 30: 5). Portanto, é impossível supor que há erros em todos as passagens onde se apresenta Ludim, ou Lud. 

    Em algumas destas passagens se mencionam tanto a Ludim como a Lubim, como povos distintos e separados. Ademais a Septuaginta traduziu Ludim como "lídios". Este fato faz que seja razoável uma identificação com os lídios do Ásia Menor, quem devem ter emigrado do norte da África a Anatólia nos alvores de sua história. Apareceram na planície de Sardis, no oeste da Ásia Menor, antes da metade do segundo milênio a.Y., e gradualmente se espalharam pela metade do país até o grande rio Halys. Durante a supremacia dos hititas, Lídia lhes esteve submetida, mas outra vez chegou a ser um reino independente e forte depois do colapso do império hitita no século XIII a.Y. Ciro conquistou a Lídia no século VI a.Y. e a incorporou ao império persa. No entanto, Sardis, sua antiga capital, ficou como uma cidade importante durante muitos séculos. Tornou-se uma metrópole florescente nos começos do período cristão, quando João/Yaohukhanan escreveu sua carta à igreja que estava ali (Ap 3:1-6). 

    No entanto, se os Ludim da Escritura não são os lídios históricos, devem ter vivido em algum lugar do norte do África, perto da maioria dos outros descendentes de Mizraim. Se isto é assim, não podemos identificar a Ludim pois não se faz menção de um povo tal em nenhum outro registro antigo fora da Escritura. 

    Anamim. 

    Quiçá os anamim foram habitantes do Oásis maior do Egito, cujo nome egípcio é Kenemet. Já que o som k frequentemente é representado em hebreu com a consoante "ayin" com a que começa o nome "Anamim", é notável a similitude dos dois nomes. Mas Albright, em 1920, partindo do termo assírio Anami, estabeleceu uma nova identificação: Cirene. 

    Lehabim. 

    Os líbios são chamados rbw nas inscrições egípcias, o que provavelmente se pronuncia lebu. Figuram em registros muito antigos representando às tribos fronteiriças com o Egito para o noroeste. Finalmente ocuparam a maior parte do norte do África. Na Escritura aparecem também com o nome de "líbios" ou "Líbia" (ver II Cr 12:3; 16:8; Dan. 11:43; Nah. 3:9). A identificação dos Lehabim com os líbios é mais um argumento contra o conceito já visto segundo o qual Ludim pudesse ser um erro por Lubim. 

    Naftuhim. 

    É incerta a identidade deste povo. Quiçá a maior possibilidade é de que se refira aos egípcios do delta do Nilo. Nas inscrições egípcias este povo foi chamado Na-patuh, que poderia ser o Naftuhim bíblico. 

    

14. a Patrusim, a Casluhim, de onde saíram os filisteus, e a Caftorim. 

    Patrusim. 

    Os patrusim foram provavelmente os habitantes do Alto Egito. Em Is 11:11 Patros se apresenta entre Egito e Etiópia. O nome Patros é a tradução hebréia do egípcio Pa-ta-res, escrito como Paturisi nas inscrições assírias e que significa "a terra surenha". Ez 29:14 assinala a Patros como o lar original dos egípcios. Isto concorda com suas próprias tradições antigas segundo as que Menes, o primeiro rei, o que uniu a nação, veio de This, a antiga cidade do Alto Egito. 

    Casluhim. 

    Não se identificou todavia. Não é seguro se se podem identificar com os habitantes vizinhos à zona do Mediterrâneo situada ao oeste de Egito. 

    Filisteos. 

    Devido a que Am 9:7 declara que os filisteus vieram de Caftor, a maioria dos comentaristas pensam que a palavra "Caftorim" devesse ser colocada diante da frase "de onde saíram os filisteus". Já que Caslu e Caftor foram filhos do mesmo pai, algumas das tribos filistéias podem ter-se originado de Caslu e outras de seu irmão Caftor. Os filisteus que foram à Palestina procedentes de Creta, por via da Ásia Menor e Síria, podem ter procedido originalmente do norte do África. Como habitantes das regiões costeiras do sul de Palestina tiveram um papel importante na história hebréia. Os filisteus são mencionados frequentemente não só na Escritura senão também nos registros egípcios, onde são chamados peleshet. 

    Muitos relevos em pedra egípcios descrevem suas facções, vestimenta e modo de viajar e brigar, adicionando assim informação à que temos sobre eles na Escritura. Também são mencionados em inscrições cuneiformes com o nome de palastu. Os gregos chamavam Palestini à terra de Filistéia e aplicavam esse nome a todo o país que foi conhecido sempre desde então como Palestina. 

    Caftorim. 

    Este povo é mencionado também em Dt 2:23; Jr 47:4, e Am 9:7. Inscrições egípcias do segundo milênio a.Y. aplicam definidamente o nome Keftiu aos primeiros habitantes de Creta e também, num sentido mais amplo, aos povos costeiros do Ásia Menor e Grécia. Este uso de Keftiu sugere a Creta e suas migrações a regiões costeiras circunvizinhas, que incluiriam a Síria e Palestina. Os filisteus foram resíduos dos chamados "povos do mar". 

    

15. E Canaan gerou a Sidon seu primogênito, a Het, 

    Canaan. 

    Por alguma razão desconhecida, Moisés/Mehush'ua omite a enumeração dos descendentes de Fut, terceiro filho de Cam, e prossegue com Canaan, o menor dos quatro irmãos. A terra de Canaã estava estrategicamente situada sobre o importante "ponte" entre Ásia e África, entre as duas grandes culturas fluviais da antiguidade: Mesopotâmia e Egito. As regiões conhecidas hoje como Síria, Líbano e a Palestina ao oeste do Yardayan constituíam a Canaã bíblica. 

    Sidon seu primogênito. 

    O porto marítimo de Sidon, conhecia-se como "Sidon a grande" no tempo da conquista hebréia (Js 11:8). Este porto fenício, mencionado tanto nos hieroglíficos egípcios como nos textos cuneiformes da Mesopotâmia, foi a mais poderosa das cidades-estados fenícias dos tempos mais remotos. 

    Muitos fenícios se chamavam a si mesmos sidônios, ainda que na realidade eram cidadãos de cidades vizinhas. A liderança das cidades de Fenícia passou de Sidon a Tiro sua cidade irmã pelo ano 1100 a.Y.. Os fenícios foram amistosos com Davi e Salomão e também com o reino nortenho de Israel, mas exerceram uma má influência religiosa sobre este último. Esarhaddon, pretendeu ter conquistado a porção insular de Tiro, mas esta permaneceu incólume ainda depois que Nabucodonossor submeteu a parte continental de Tiro logo de um lugar que durou treze anos. Como resultado, Sidon jogou outra vez um papel importante durante o período persa, mas foi completamente destruída por Artaxerxes III em 351 a.Y. A mesma sorte lhe coube a Tiro uns poucos anos mais tarde, quando Alexandre a tomou em 332 a.Y. pondo assim fim à longa e gloriosa história das cidades-estados fenícias. 

    Het. 

    Progenitor dos hititas, chamado Cheta pelos egípcios e Hatti nos documentos cuneiformes. Os hititas, cuja capital estava no Ásia Menor central, chegaram a ser um poderoso império no século XVII a.Y. Dominaram uma grande parte do Ásia Menor e quando trataram de estender sua esfera de influência para o sul, entraram em conflito com o Egito. Este império hitita centralizado foi destruído posteriormente pelos "povos do mar", e se dispersou convertendo-se em muitas cidades-estados sírias. Os assírios chamavam a Síria o país dos hititas. Os textos hititas, escritos com caracteres cuneiformes e hieroglíficos de um idioma indoeuropeo, deram-nos uma rica informação acerca da história, as leis e a cultura desta nação. No entanto, provavelmente os descendentes de Het foram os "protohititas" mais antigos, cuja língua era chamada hatili.

    

16. ao yebuseu, ao amorreu, ao gergeseu, 

    Ao Yebuseu. 

    Estes habitantes da Yaosh'ua-oleym préisraelita parecem ter sido tão-só uma tribo pequena e de pouca importância, já que nunca foram mencionados fora da Escritura e estão limitados a Yaosh'ua-oleym nos registros do AT (ver Gn 15:21; Nm 13:29; Jz 19:10, 11; etc.). Salomão/Shua'olmoh converteu ao remanescente dos yebuseus em servos da coroa (I Rs 9:20). 

    Ao amorreu. 

    Um poderoso grupo de povos, desde a fronteira do Egito até Babilônia durante a era patriarcal. Foram os fundadores da primeira dinastia de Babilônia, da qual Hammurabi (o grande legislador babilônio) foi o rei mais famoso. As evidências apontam que se infiltraram na Mesopotâmia, Síria e Palestina a princípios do segundo milênio a.Y. e substituíram às classes governantes desses países. Quando os hebreus invadiram o país, tão-só encontraram resíduos das anteriormente poderosas populações amorreias (Nm 21:21). 

    Ao gergeseu. 

    Mencionado só na Escritura, este povo era uma tribo cananéia autônoma da Palestina (Js 24:11). 

    

17. ao heveu, ao araceu, ao sineu, 

    Ao heveu. 

    Ainda que são mencionados 25 vezes em diversas passagens do AT, no entanto os heveus foram uma obscura tribo cananéia. Alguns eruditos sustentam que o nome heveu no idioma original deveria ler-se "hurrita", tal como aparece duas vezes na Septuaginta, com uma mudança de uma só letra em hebreu.

    Ao araceu. 

    Este povo habitou o porto marítimo fenício de Irkata situado a uns 25 km ao noroeste de Trípoli, nos declives do Líbano. O faraó Tutmosis III conquistou toda a região durante o século XV a.Y. Permaneceu como posse egípcia pelo menos durante 100 anos, como o indicam as cartas de Amarna do século XIV. O rei Tiglatpileser III de Assíria menciona esta cidade como tributária sua no século VIII. 

    Ao sineu. 

    Este grupo viveu na cidade de Siannu que menciona Tiglatpileser junto com outros vassalos tributários fenícios no século VIII a.Y.. Todavia é desconhecida sua localização exata. 

    

18. ...ao arvadeu, ao zemareu e ao hamateu; e depois se dispersaram as famílias dos cananeus. 

    Ao arvadeu. 

    Os arvadeus habitavam a antiga cidade de Arvad, edificada numa ilha perto da costa norte da Fenícia. A cidade aparece repetidas vezes nos registros antigos de Babilônia, Palestina e Egito. Inscrições de aproximadamente o ano 1.100 a.Y. dizem que Tiglatpileser I viajou numa caçada de baleias com os barcos de Arvad. A menção de baleias no Mediterrâneo durante o segundo milênio a.Y. é significativa em relação com a referência a grandes monstros marinhos em Sal. 104:26. Ez 27:8, 11 menciona aos arvadeus como marinheiros e guerreiros valorosos. 

    Ao zemareu. 

    Também um povo fenício. Simirra aparece em documentos assírios, palestinos e egípcios como uma rica cidade de mercadores. Os faraós egípcios Tutmosis III e Seti I conquistaram a cidade para o Egito nos séculos XV e XIV a.Y., mas durante o período da supremacia assíria, Simirra, ao igual que outras cidades fenícias, converteu-se em tributário de Tiglatpileser III e seus sucessores. 

    Ao hamateu. 

    Hamat foi uma famosa antiga cidade de Síria situada sobre o Orontes, o principal rio sírio. É mencionada tanto nos documentos egípcios como nos assírios. Tiglatpileser III a subjugou, mas cedo recobrou sua independência e se uniu com outros inimigos de Assíria numa luta longa e infrutífera contra esse império. 

    

19. E foi o território dos cananeus desde Sidon, em direção a Gerar, até Gaza; e em direção de Sodoma, Gomorra, Adma e Zeboim, até Lasa. 

    O território dos cananeus. 

    Não se dão aqui todos os limites da zona dos cananeus. Tão-só se mencionam as cidades do limite sul da fronteira oriental. Ainda que não se indicam especificamente os limites do este e do norte, poderia supor-se com segurança que a parte norte do deserto arábico no este e a cidade síria de Hamat sobre o Orontes (ver vs 18) no norte marcavam os limites da zona cananéia.

    

20. Estes são os filhos de Cam por suas famílias, por suas línguas, em suas terras, em suas nações. 

    Os cananeus estiveram espalhados por todas as costas de Fenícia e Palestina. 

   

21. Também lhe nasceram filhos a Shem, pai de todos os filhos de Heber, e irmão maior de Yafet. 

    Os filhos de Heber. 

    Após enumerar aos descendentes de Yafet e de Cam, Moisés faz uma lista dos de Shem. Sua primeira declaração se refere aos hebreus que eram semitas por ser descendentes de Heber (cap. 11: 16-26). As descobertas demonstraram que os habiru mencionados em inscrições babilônias, assírias, hititas, sírias, cananéias e egípcias se encontravam entre todas estas nações durante o segundo milênio a.Y. e que indubitavelmente estavam relacionados com os hebreus. Há razão para supor que os habiru eram descendentes de Heber, bem como também os hebreus. Assim mesmo, antigas fontes se referem ocasionalmente aos hebreus como habiru. Mas é seguro que não eram hebreus todos os habiru mencionados em documentos que não são bíblicos. Esta excepcionalmente vasta dispersão dos habiru em muitos países do mundo antigo quiçá tivesse impulsionado a Moisés a formular a estranha declaração de que Shem foi "pai de todos os filhos de Heber". 

    Irmão maior de Yafet. 

    Esta frase, em hebreu, permite uma tradução pela que Yafet resulta o irmão maior de Shem, ou Shem o "irmão maior de Yafet". Mas, como esta na tradução da VVR e a BJ (conforme o texto acima) o texto fica confuso [Shem, pai dos filhos de Eber?]... Na realidade o texto do profeta quer mostrar que de Shem descende todo estes relacionados... (Ver cap. 5:32.) 

    

22. Os filhos de Shem foram Elam, Asur, Arfaxad, Lud e Aram. 

    Os filhos de Shem; Elam. 

    Este versículo leva ao leitor ao lar ou pátria dos semitas, Mesopotâmia e Arábia oriental. Elam era a região fronteiriça com o baixo Tigris no oeste e com Média no noroeste. Susa, a antiga capital de Elam (Dan. 8:2), em tempos posteriores chegou a ser uma das capitais do império persa (por exemplo, ver Et 1:2). Escavações realizadas em Susa proporcionaram numerosos documentos escritos com caracteres cuneiformes que permitem reconstruir a mais antiga história e religião dos elamitas. Os descendentes de Elam, os semitas, estabeleceram-se nessa região numa época muito remota, mas evidentemente se misturaram com outros habitantes, porque seu idioma, segundo se estabeleceu a partir dos registros cuneiformes, não era semítico. Pertence ao grupo de línguas asiático-armenoide. As inscrições elamitas mais antigas estão escritas em idioma babilônio e seus primeiros deuses foram tomados da região do Tigris. No entanto, é obscura a relação dos elamitas posteriores com outras nações conhecidas. 

    Asur. 

    Assíria ocupava a parte central do vale do Tigre, estendendo-se pelo norte até as montanhas de Armênia e pelo este até a meseta de Média. O nome de Asur, filho de Sem, a sua vez foi tomado pelo principal deus dos assírios, pela capital mais antiga do país, Asur (agora Calah-Shergat), e pela nação mesma. Assíria aparece nos registros históricos desde os começos do segundo milênio a.Y., até sua destruição pelos medos e babilônios na parte final do século VII. Durante seu período mais poderoso, Assíria foi o azote de todas as nações. Nunca foi sobrepujada sua crueldade com seus inimigos vencidos. O reino de Israel foi destruído pelos assírios e apenas se livrou o reino meridional de Yaohu'dah. 

    Arfaxad. 

    A região de Arfaxad, situada entre Média e Asiria, foi identificada por alguns comentaristas com Arrafa. O mais provável é do que seja a antiga comarca de Arrapachitis, situada entre os lagos Urmia e Vão. Recebeu seu nome provavelmente de Arfaxad (heb. Arpajshad). Os caldeos eram de origem arameu ou estavam estreitamente relacionados com eles. Constituíam uma tribo do sul de Babilônia e habitavam numa região próxima de Ur dos caldeus. Lutaram contra os assírios, ocuparam várias vezes o trono de Babilônia no século VIII a.Y. e posteriormente fundaram a grande dinastia neobabilônica de Nabucodonossor II, conquistador de Yaosh'ua-oleym. 

    Lud. 

    Diferente de Ludim mencionado no vers. 13, Lud pode ser identificado com o país de Lubdi, que aparece nos registros antigos como uma região situada entre o vale superior dos rios Eufrates e Tigre. 

    Aram. 

    Progenitor dos arameus. No princípio do segundo milênio a.Y., este povo ocupava a região noroeste da Mesopotâmia, mas se estendeu para o sul em tempos posteriores. Os arameus, no norte, nunca se uniram como uma nação, senão que estiveram divididos em muitas tribos pequenas e cidades-estados. Damasco, o mais forte dos estados arameus, foi conquistado finalmente por Tiglatpileser III em 732 a.Y. Este acontecimento assinala o fim da história política dos arameus, mas de nenhuma maneira o fim de sua influência cultural sobre as nações vizinhas. Estiveram amplamente espalhados entre os povos antigos e lhes transmitiram seu idioma e escritura. Como resultado, o idioma arameu [aramaico ou hebraico antigo] chegou a ser, após muito pouco tempo, um veículo universal de comunicação desde os limites da Índia pelo este, até o mar Egeu pelo oeste, e desde o Cáucaso no norte, até Etiópia pelo sul. Durante séculos, o arameu permaneceu como o idioma mais amplamente usado no Próximo Oriente, e era a linguagem comum dos judeus nos dias de Yaohushua. 

    

23. E os filhos de Aram: Uz, Hul, Geter e Mas. 

    Os filhos de Aram: Uz. 

    O nome de Uz não só era o do filho maior de Aram senão também o do primeiro filho de Nacor (cap. 22:21) e de um neto de Seir, o progenitor dos horitas. Portanto, é difícil limitar a Uz a uma região bem definida. 

    Pela mesma razão, não é possível determinar a localização de Jó como um dos habitantes da terra de Uz (Jó 1:1 – se bem que possivelmente Jó seja uma parábola), nem identificar a Sasi, o príncipe de Uz, mencionado pelo rei assírio Salmanasar III. Nada se sabe das tribos aramaicas de Hul, Geter e Mas. 

    

24. Arfaxad gerou a Sala, e Sala gerou a Heber. 

    Arfaxad gerou a Sala. 

    Já que a linhagem de Arfaxad a Abrão/Abroan se considera com mais detalhe no cap. 11, Moisés/Mehush'ua diz pouco acerca dele, aqui. No entanto, segue-o através das primeiras gerações a fim de mostrar a origem dos árabes de Yoctan que eram primos dos hebreus mediante Heber seu progenitor comum. 

    Heber. 

    Quanto à possível relação de Heber com os habiru que não figuram em fontes de origem bíblica, ver com. do vs 21. 

   

25. E a Heber nasceram dois filhos: o nome de um foi Peleg, porque em seus dias foi repartida a terra; e o nome de seu irmão, Yoctan. 

    Peleg. 

    Peleg significa "divisão". Foi o primogênito de Heber e um dos antepassados de Abraão/Abrul'ham. Ainda que o texto fale literalmente de uma divisão da "terra", o mais provável é do que a palavra "terra" signifique sua gente, como nos caps. 9:19 e 11:1. Moisés/Mehush'ua provavelmente antecipa os acontecimentos descritos no capítulo seguinte, a confusão das línguas e a dispersão resultante das pessoas. Na mesma forma têm de entender-se suas observações feitas no cap. 10:5, 20 e 31 acerca da diversidade de línguas. Se a confusão das línguas se realizou aproximadamente no tempo do nascimento de Peleg, podemos entender por que recebeu o nome de Peleg, "divisão". "Em seus dias foi repartida a terra". 

    Yoctan. 

    Yoctan, irmão de Peleg, foi o progenitor de um grupo importante: os árabes de Yoctan. A origem dos árabes ocidentais, ou cusitas, dá-se no vs 7, ao passo que a genealogia dos árabes descendentes de Abrul'ham se dá em capítulos posteriores do Gênesis a partir de Ismael/Yshma'ul. Um terceiro grupo de árabes, que se descrevem aqui, parece ter-se estabelecido nas regiões central, oriental e sudeste de Arábia. Muito menos se sabe quanto a eles do que quanto aos outros dois grupos de árabes, se bem que poderiam ser os filhos de Esaú, os atuais palestinos. 

    

26. E Yoctan gerou a Almodad, Selef, Hazar-mavet, Yera, 

    Almodad, Selef. 

    O nome Almodad não se encontrou todavia em fontes que não sejam bíblicas. Portanto, não é possível nenhuma identificação fora da breve informação deste texto. Selef pode ter sido um povo arábico, os salapenes mencionados por Ptolomeo. 

    Hazar-mavet. 

    O Hadramaut das inscrições do sul de Arábia, uma região rica em incenso, mirra, e áloe [babosa]. Seus antigos habitantes rendiam culto à deusa lua Shem e a Hol seu mensageiro. Nada se sabe da tribo árabe de Yera. 

    

27. Adoran, Uzal, Dicla, 

    Adoran. 

    As tribos arábicas meridionais dos adramitas. Uzal pôde ter estado no Yemen. Dicla não foi todavia identificada. 

    

28. Obal, Abima'ul, Seba, 

    Seba. 

    Como já se tem notado em relação com a explicação de Seba, cusita do sul de Arábia (vs 7), os sabeanos de Yoctan são provavelmente árabes do norte que levam esse nome. São mencionados nas inscrições de Tiglatpileser III e Sargon II (século VIII a.Y.) como aliados dos aribi. Nada se sabe de Obal e Abima'ul. 

    

29. Ofir, Havila e Yobab; todos estes foram filhos de Yoctan. 

    Ofir. 

    Designa tanto a um povo como a uma comarca. Ainda que se menciona frequentemente no AT, todavia é desconhecida sua localização exata. Já que os barcos de Salomão/Shua'olmoh precisaram três anos para completar uma viagem desde o porto do mar Vermelho, Ezion-Geber (I Rs 9:28; 10:11, 22; etc.), Ofir deve ter sido uma terra distante. Os eruditos a identificaram com uma região do sudeste de Arábia, com uma faixa da costa oriental do golfo Pérsico chamada Apir pelos elamitas; ou com a Índia. Os produtos importados de Ofir: ouro, prata, marfim, macacos e perus, poderiam favorecer sua identificação com a Índia mais bem do que com Arábia. Se Ofir esteve na Índia, é difícil explicar por que todos os outros descendentes identificáveis de Yoctan emigraram para o este, ao subcontinente da Índia, após que se escreveu o Gênesis; porque Moisés/Mehush'ua coloca a todos os descendentes de Yoctan dentro de limites geográficos definidos (ver vs 30). De acordo com outra explicação, o Ofir do quadro das nações esteve na Arábia, ao passo que o das expedições de Salomão/Shua'olmoh esteve na Índia. No entanto, a última evidência disponível, baseada em inscrições egípcias, parece identificar a Ofir com Punt, que se entende que é a região de Somália. 

    Havila e Yobab. 

    Nenhum dos dois foi identificado. 

    

30. E a terra em que habitaram foi desde Mesa em direção de Sefar, até a região montanhosa do oriente. 

    A terra em que habitaram. 

    Os lugares mencionados não podem ser identificados com certeza. Mesa quiçá é Mesena no extremo noroeste do golfo Pérsico e Sefar é possivelmente a cidade de Saprafa de Ptolomeo e Plínio, agora Dofar, na costa sudeste da Arábia. Uma alta montanha que está nas imediações de Dofar, que corresponde com "a região montanhosa do oriente" mencionada no Registro Sagrado, parece favorecer esta identificação. 

    

31. Estes foram os filhos de Shem por suas famílias, por suas línguas, em suas terras, em suas nações. 

    Os filhos de Sem. 

    A enumeração dos descendentes de Shem conclui com palavras similares às dos de Yafet e Cam nos vs 5 e 20. Não cabe dúvida de que os nomes dados neste quadro de nações se referem em primeiro lugar às tribos e povos e só indiretamente aos indivíduos. 

    

32. Estas são as famílias dos filhos de Noé/Nokh por suas descendências, em suas nações; e destes se espalharam as nações na terra depois do dilúvio. 

    Estas são as famílias. 

    O estudo detalhado dos nomes, sua identificação e outras informações quanto às nações mencionadas, indicam que o quadro bíblico das nações é um documento antigo e fidedigno. Muitos dos nomes aparecem em fontes que não são bíblicas da primeira metade do segundo milênio a.Y.; algumas fontes são tão remotas como o ano 2000 a.Y., ou quiçá mais arcaicas ainda. 

    Já que os registros históricos antigos são fragmentados, algumas nações aparecem em documentos de uma data comparativamente tardia. Por exemplo, os medos não aparecem em fontes seculares anteriores ao século IX a.Y. Isto não significa que tais nações não tenham existido antes, senão que os registros produzidos por elas ou quanto a elas foram produzidos mais tarde. 

    Alguns, como os árabes de Yoctan, podem ter tido pouca relação com as nações cujo registro possuímos. A contínua descoberta de material de fontes históricas antigas pode esperar-se que lance luz adicional sobre Gn 10. 

    Este quadro proclama a unidade da raça humana, declara que todos descendemos de uma origem comum. Diferentes como são agora em sua localização geográfica, sua aparência física ou suas peculiaridades nacionais, todos podem retroceder sua origem até Noé/Nokh e seus três filhos. Esta lista condena todas as teorias que pretendem que a humanidade descende de pais originais diferentes. Ademais a lista constitui uma evidência que apóia o relato de que a dispersão das raças se deveu à confusão das línguas descrita no capítulo seguinte. Tanto Moisés/Mehush'ua (Dt 32:8) como Paulo/Sha'ul (At 17:26) afirmam que a atribuição do território foi feita pelo CRIADOR. Amnao!

 

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